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Sindicato dos Bancários de Paranaguá

Crise encolhe consignado de banco de Edir Macedo

07/05/2026
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A venda do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, fundador da Universal e dono da TV Record, acelerou a depreciação de seus ativos, hoje turbinados pelo crédito consignado. (Por Júlio Wiziack)
Resumo
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A crise no Digimais, banco do bispo Edir Macedo, derrubou o crédito consignado, que era 36% dos ativos até dezembro de 2025, e a venda do banco acelerou a depreciação dos ativos.
- Executivos envolvidos na negociação dizem, sob reserva, que convênios com o governo e a prefeitura de SP não impulsionaram o consignado; operações com PMs e servidores municipais ficaram “baixíssimas”.
 - O Digimais fechou acordo com o BTG Pactual para ter preferência em leilão exigido pelo FGC, que avalia financiar cerca de R$ 6 bi; correspondentes preferem fintechs por comissões maiores e à vista.
 - Até dezembro de 2025, essa modalidade representava 36% dos ativos do banco, mas o volume de negócios despencou neste ano.

Sem revelar os números, executivos que participam das negociações afirmam, sob reserva, que nem mesmo os convênios com o governo de São Paulo e com a prefeitura de São Paulo para o Digimais oferecer o consignado a servidores garantiram bons resultados.

Segundo os relatos, os volumes de operações de crédito com policiais militares, por exemplo, e com servidores municipais são "baixíssimos" desde então.

Consultado, o Digimais não quis se manifestar.

Leilão
No início de abril, contudo, o banco de Macedo selou um acordo com o BTG Pactual, garantindo-lhe preferência em um leilão com outros potenciais interessados.

O certame é uma exigência do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que, no momento, avalia a liberação de um financiamento de cerca de R$ 6 bilhões para o Digimais. Sem essa linha de crédito, contudo, a venda não avança.

A anemia nas originações de crédito ocorre porque ela é feita por correspondentes bancários —conhecidos como pastinhas—, que querem receber uma única comissão do banco em cada operação iniciada.

No entanto, instituições bancárias não podem, por força da regulação, pagar comissões dessa forma. Nesses casos, os pagamentos são efetuados à medida que as prestações dos consignados são pagas pelos tomadores do crédito. Os valores, portanto, variam mensalmente de acordo com esse fluxo de receitas.

Por isso, os pastinhas dão preferência ao consignado feito por fintechs, que pagam a comissão integral no ato da originação do crédito ("na cabeça", na gíria do mercado).

Em alguns casos, essa taxa costuma ser de 25%, ante 6% da comissão paga pelos bancos comerciais. (Fonte: UOL)

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