
Resumo - Itaú Unibanco lucrou R$ 12,3 bilhões no 1º tri de 2026, alta anual de 10,4% e queda de 0,3% ante o trimestre anterior; resultado superou projeção de R$ 12,1 bilhões. - Carteira de crédito fechou março em R$ 1,5 trilhão, alta de 9% em 12 meses; banco atribuiu o desempenho à margem financeira com clientes, que cresceu 4,5%. - Itaú disse que a qualidade do crédito ficou estável: inadimplência de pessoas físicas terminou em 3%; despesa com perda de crédito esperada somou R$ 10,2 bilhões, alta de 7,9%.
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O Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 12,282 bilhões nos primeiros três meses de 2026, alta anual de 10,4%, informou hoje a instituição em seu balanço trimestral. Em relação ao trimestre anterior, o recuo foi de 0,3%.
O que aconteceuA receita total no primeiro trimestre foi de R$ 46,8 bilhões. O valor foi 4,5% superior ao mesmo período do ano passado (R$ 44,8 bilhões). Na comparação com o último trimestre de 2025 (R$ 47,6 bilhões), houve recuo de 1,7%.
O indicador de rentabilidade do banco (ROE) foi de 22,5% a 24,8% em 12 meses. Já a margem financeira do banco somou R$ 32,3 bilhões no período, alta anual de 4% e resultado estável na comparação com o último trimestre de 2025.
A carteira de crédito do Itaú fechou março em R$ 1,5 trilhão. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o saldo ficou 9% maior. Em comparação com o trimestre terminado em dezembro, a alta foi de 1,2%. A média do mercado projetava lucro menor, de R$ 12,1 bilhões, segundo pesquisa da Bloomberg.
Resultado foi puxado pela margem financeira com clientes, informou o banco. Essa margem cresceu 4,5% em relação ao ano anterior, graças ao avanço da carteira de crédito, maior margem com passivos e melhor mix de produtos, diz o banco.
A carteira de pessoas físicas avançou 6,8% em 12 meses. O crescimento foi de 1,1% na comparação com o quarto trimestre do ano passado, um total de R$ 479,5 bilhões, graças ao crédito imobiliário, veículos e crédito pessoal.
Os indicadores de qualidade de crédito permaneceram estáveis no trimestre, diz o Itaú. A inadimplência da carteira de pessoas físicas terminou o período em 3%, recuo de 0,1 ponto percentual no ano e avanço de 0,23 ponto percentual na comparação com o índice de dezembro, que era de 2,7%.
Despesa com perda de crédito esperada somou R$ 10,2 bilhões no período. Trata-se da reserva financeira que o banco faz para cobrir o risco de não receber o dinheiro que emprestou. Ela registrou alta anual de 7,9% e avanço trimestral de 2,1%. A concentração de gastos das famílias no início do ano gera um aumento sazonal nos atrasos de curto prazo (inadimplência primária), o que consequentemente eleva a necessidade de constituição de despesas de perda esperada para esse segmento, diz o Itaú.
Como o Itaú fechou 2025No balanço dos 12 meses de 2025, o Itaú reportou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 46,83 bilhões. A alta foi de 13,1% ante 2024.
O banco atribuiu o desempenho à melhora da rentabilidade e divulgou projeções para 2026. A instituição estimou crescimento de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito total e custo de crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões ao longo deste ano.
Na ocasião, a inadimplência estava comportada. "A provisão cresce em linha com a carteira. [...] É uma carteira muito mais resiliente do que tínhamos no passado", afirmou o diretor de estratégia corporativa, Renato Lulia. "Pelo perfil de cliente, pelo tipo de operação e pelas provisões que temos. De fato, vemos os NPLs [inadimplência] muito comportados ao longo do tempo nas diversas carteiras." (Fonte: UOL)
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