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Sindicato dos Bancários de Paranaguá

Santander pagou R$ 19,4 milhões em multa ao BC em caso envolvendo Campos Neto

28/11/2025
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Banco nega que o termo de compromisso firmado com o BC seja reconhecimento de infração ou penalidade; procurado por meio do Nubank, do qual é vice-chairman, Campos Neto não comentou (Por André Marinho e Marianna Gualter (Broadcast)) - foto Paulinho Costa feebpr - 

O Santander pagou R$ 19,4 milhões em multa ao Banco Central no âmbito do termo de compromisso para arquivar o processo sobre operações de câmbio durante o período em que o ex-presidente da autoridade monetária Roberto Campos Neto era diretor do banco.

O Santander Brasil negou que o termo de compromisso firmado com o BC seja reconhecimento de infração ou penalidade (leia mais abaixo). Procurado por meio do Nubank, do qual é vice-chairman e chefe global de políticas públicas, Campos Neto não comentou o caso.

O tema foi discutido em audiência com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) na manhã desta terça-feira, 25. Na ocasião, senadores fizeram questionamentos sobre a atuação de Campos Neto, que pagou R$ 300 mil em acordo para encerrar a apuração. Os valores já haviam sido revelados anteriormente.

O diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, explicou que as operações em questão ocorreram entre 2015 e 2017, quando Campos Neto trabalhava na tesouraria do Santander.

Como parte do termo de compromisso, o banco privado concordou em implementar melhorias nos procedimentos de controles contra lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

O que diz o Santander
O Santander Brasil negou que o termo de compromisso firmado com o Banco Central envolva o reconhecimento de infração ou penalidade.

Em comunicado, o Santander esclareceu que, na verdade, firmou compromisso de aprimoramento de controles internos de câmbio, de forma preventiva e colaborativa, “como é praxe em instituições financeiras que buscam os mais elevados padrões de governança e transparência”.

O banco privado também garantiu que atua “em estrita observância” às normas do BC, às boas práticas de compliance e às políticas globais do Santander. Disse ainda que mantém constante diálogo com reguladores e que busca contribuir para a integridade e solidez do sistema financeiro brasileiro.

O diretor de Fiscalização do BC esclareceu que o episódio não gerou abertura de um processo administrativo sancionador e disse ter “tranquilidade” em afirmar que as operações não geraram vantagens indevidas para pessoas jurídicas que as contrataram. Já Galípolo negou que o termo de compromisso tenha força jurídica para interromper eventuais investigações criminais.

O caso ilustra o crescente questionamento que Campos Neto tem enfrentado por ações durante o mandato à frente do BC. Na segunda-feira, 24, o Estadão/Broadcast mostrou que banqueiros criticaram o ex-banqueiro central pela condução do Caso Master, liquidado pela autoridade monetária na semana passada. A avaliação é de que faltou agilidade para lidar com a rápida expansão do banco de Daniel Vorcaro em uma estratégia agressiva de distribuição de CDBs. (Fonte: Estadão)

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