Banco monitora o ambiente para definir o momento mais favorável e tem a expectativa de captar US$ 300 milhões (Por André Marinho e Altamiro Silva Junior (Broadcast)) - foto Paulinho Costa feebpr -Depois de ficar dez anos sem acessar o mercado externo para levantar recursos; a Caixa captou US$ 700 milhões em maio de 2025 com a emissão de 'social bonds'.
A Caixa Econômica Federal busca uma janela de oportunidade para fazer uma nova captação externa nos próximos meses, um ano após voltar ao mercado internacional pela primeira vez em uma década.
A expectativa é de que a operação levante cerca de US$ 300 milhões, mas o valor e o cronograma exato dependem das condições de negócios lá fora.
Como parte de uma diretriz acertada pelo Conselho de Administração, controlado pelo governo, o banco público obteve autorização prévia para um programa de emissão no exterior. Agora, monitora o ambiente para definir o momento mais favorável. “Ainda estamos estruturando isso, para este ano”, afirmou à Coluna, o presidente da Caixa, Carlos Vieira.
Depois de ficar 10 anos sem acessar o mercado externo para levantar recursos, a Caixa captou US$ 700 milhões em maio de 2025 com a emissão de ‘social bonds’, títulos de dívida para financiar projetos que promovam inclusão financeira.
Por causa da forte demanda pelos papéis, que chegou a US$ 4 bilhões, vinda de investidores de locais como Hong Kong, Reino Unido e Suíça, o banco levantou mais do que planejava. Inicialmente, o plano era levantar US$ 500 milhões.
No primeiro trimestre, a Caixa levantou US$ 200 milhões, em um empréstimo com prazo de 5 anos com a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), o braço financeiro do Banco Mundial. Os recursos vão ser usados para bancar projetos de construção de moradias.
No começo do ano, o Brasil atraiu um fluxo expressivo de capital estrangeiro, em meio à expectativa de cortes de juros e o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo. O cenário abriu uma janela para captações de empresas brasileiras no mercado internacional.
As incertezas eleitorais e os sinais de que os juros devem seguir restritivos por mais tempo, no entanto, contiveram o fluxo financeiro nos últimos meses, o que pode dificultar os planos da Caixa. (Fonte: Estadão)
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