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Sindicato dos Bancários de Paranaguá

‘Bancões perdem R$ 80 bi na B3 após balanços indicarem crédito restritivo

25/05/2026
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Em termos porcentuais, o recuo foi de 9,7% no período, ante queda de 6,6% do Ibovespa na mesma comparação. Investidores reagiram com cautela aos sinais cada vez mais evidentes de piora no ciclo de crédito  (Por André Marinho) - imagem IA -

Os quatro principais bancos de varejo listados na B3 (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander) perderam cerca de R$ 80 bilhões em valor de mercado após os resultados do primeiro trimestre, de acordo com levantamento da Broadcast.

O cálculo leva em consideração o desempenho na Bolsa entre a véspera do primeiro balanço, que saiu em 29 de abril, e o último pregão, na sexta-feira, 22. Em termos porcentuais, o recuo foi de 9,7% no período, ante queda de 6,6% do Ibovespa na mesma comparação.

Investidores reagiram com cautela aos sinais cada vez mais evidentes de piora no ciclo de crédito. As incertezas sobre a guerra no Oriente Médio ameaçam forçar o Banco Central a manter a Selic elevada por mais tempo, em um movimento que mantém a pressão de endividamento.

O cenário induziu os quatro bancos a reforçarem as provisões contra calotes para quase R$ 45 bilhões nos três primeiros meses ano, um salto de 33% ante igual período. Essa decisão ajudou a corroer o lucro combinado do grupo, que fechou o trimestre em R$ 26,3 bilhões.

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Sob pressão do agronegócio, o Banco do Brasil perdeu 7% (ou R$ 9,1 bilhões) em valor de mercado desde o começo da temporada de balanços. O banco público manteve a tendência de deterioração da inadimplência no agronegócio, que subiu a 6,22% em março, mas também começou a dar indícios de piora na carteira de pessoa física, sobretudo em cartões de crédito.

O Santander Brasil também acendeu o alerta em termos de qualidade de ativos. A subsidiária brasileira do banco espanhol viu o aumento nos atrasos nos principais segmentos em que atua e alimentou as desconfianças sobre o plano de levar a rentabilidade à casa dos 20% - o retorno sobre patrimônio líquido (RoE) recuou 1,5 ponto porcentual no comparativo anual e fechou o trimestre em 16%.

Em reação, o valor de mercado da instituição financeira caiu R$ 8,3 bilhões, uma queda de 7,6%.Em dinâmica semelhante, o Bradesco continuou testando a paciência do mercado em relação ao ritmo da transformação estratégica que implementa desde 2024. O presidente do banco, Marcelo Noronha, sempre reforça que o processo transcorrerá de forma “step by step”, ou seja, gradual. Nesse passo a passo, o Bradesco teve o nono trimestre consecutivo de avanço no lucro. Mesmo assim, perdeu R$ 18,1 bilhões (cerca de -9%) na bolsa em quase 1 mês. “O mercado é ansioso.

A melhora acontece, mas de uma forma muito paulatina”, explica o analista Nícolas Merola, da casa de análise financeira EQI Research.Mesmo o resiliente Itaú viu sua avaliação cair 9,4% (ou R$ 44,9 bilhões) na B3 no período analisado.

O maior banco privado do País é frequentemente o destaque entre os pares, com lucro e rentabilidade bem à frente dos demais. Mas essa força também eleva a barra de exigência. “Quando você aumenta a barra, você precisa superar essa barra para continuar surfando no processo”, comenta Merola. (Fonte: Estadão)

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