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Sindicato dos Bancários de Paranaguá

Balanço da Caixa: após 800 novas contratações, temos menos empregados que ano passado

16/11/2023
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O balanço da Caixa apresentou números que demonstram a sobrecarga de trabalho nas unidades do banco. Em um cenário em que o controlador da empresa, o governo federal, comemorou a quebra da barreira de R$ 700 bi na carteira de crédito imobiliário, com um aumento de share (a participação de mercado passou de 66,16% para 68,77% em um ano, indicando que a Caixa tirou 2,61% dos concorrentes), aumento de 1,36 milhão no número de clientes e de 5,32 milhões de contas, o número de empregados não acompanhou este crescimento. Na verdade, ocorreu o contrário.

O número de empregados do banco em setembro de 2022 era 87.211. Após um ano (e após a realização de 800 novas contratações, com as quais a Caixa se comprometeu perante o Judiciário para finalizar a Ação Civil Pública movida pelo MPT e que teve a Fenae como assistente), a Caixa fechou o mês de setembro de 2023 com 87.053 empregados, uma redução de 168 colegas. Também houve redução na quantidade de estagiários e aprendizes, com 320 a menos no mesmo período. Além disso, a Caixa diminuiu sua rede, fechando uma agência e sete postos de atendimento nos últimos 12 meses.

Atualmente, o quantitativo de pessoal autorizado pelo Sest é baseado na portaria 10.070, publicada em 18 de agosto de 2021 (confira aqui), que estabeleceu o limite de 87.544 empregados para o banco, incluindo os cedidos para órgãos públicos e suas subsidiárias. Nos últimos anos, mesmo sem programas ou planos de incentivo à aposentadoria (PADVs), o número de empregados que se desligou da Caixa é, em média, mil por ano, de acordo com informações do Caged.

“Este cenário comprova a necessidade urgente da realização de concurso público, mas não apenas isso: é fundamental que o Sest amplie o quadro de pessoal autorizado para a Caixa. Para que a Caixa possa realizar de forma adequada as políticas públicas formuladas pelo governo sem que a carga de trabalho fique mais exorbitante e o adoecimento decorrente desta sobrecarga aumente, a realização de mais contratações é urgente”, disse o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros. (Fonte: APCEF/SP)

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