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Família de idosa de 105 anos precisa contratar ambulância para fazer prova de vida no BB em BH

31/08/2023
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Parentes tentaram fazer a prova de vida pelo site e aplicativo, além de solicitar um funcionário para atendimento presencial, mas não tiveram sucesso. A prova de vida foi realizada na tarde desta terça (29) (Por Luis Otávio Peçanha) - foto reprodução redes sociais - 

A família de Lindomar Silva Duarte, uma idosa de 105 anos, precisou contratar uma ambulância para levá-la até uma agência do Banco do Brasil, na tarde desta terça-feira (29), para que ela realizasse a prova de vida e, assim, não perder a pensão deixada pelo companheiro. O caso, que revoltou a família, aconteceu em uma agência no bairro de Lourdes, na região centro-sul de Belo Horizonte. Ao todo, eles precisaram desembolsar R$ 450 pelo serviço de ambulância.

No ano passado, a família conseguiu que um funcionário do banco fosse até a casa da idosa, no Gutierrez, região oeste de BH, para que ela não precisasse sair de casa. Este ano, no entanto, o BB disse que a beneficiária precisaria se apresentar na agência para não ter a renda cortada. A aposentada depende do valor para arcar com gastos de saúde, como o suporte de cuidadores.

A família ainda tentou realizar o procedimento pelo site e pelo aplicativo do Banco do Brasil, mas a resposta do BB é que a prova de vida precisa ser presencial.

Rodrigo Duarte, dentista e fotógrafo de 52 anos, explicou à Itatiaia que a avó nunca havia tido problema para receber a pensão do companheiro, que trabalhou na Receita Federal. Sem solução, os parentes gastaram R$ 450 para uma ambulância levar a idosa até a porta da agência do BB em Lourdes, onde ela deveria se apresentar a um funcionário para provar que está viva. A idosa centenária precisou ser transferida para uma maca para sair de casa.

"Não é possível que em 2023 a gente seja obrigado a vivenciar uma situação destas em um mundo onde tudo se resume a um celular. É absolutamente revoltante que minha avó, com uma dificuldade enorme de locomoção, tenha que entrar em uma ambulância para que alguém veja o rosto dela e confirme que ela tem direito a receber a pensão", desabafa.

Resposta nas redes sociais
O caso foi divulgado pelo neto pelas redes sociais. Ele critica a dificuldade para realizar um processo que deveria facilitar o acesso a pessoas com dificuldade de locomoção. Em nota, o Banco do Brasil lamentou a situação e afirmou que orientou a família sobre processos futuros. Confira o posicionamento na íntegra:

"O Banco do Brasil lamenta os ocorridos enfrentados pela sra. Lindomar Silva Duarte na realização de sua prova de vida. O BB informa ainda que o convênio de prestação de serviços com o órgão pagador não prevê a realização de visita domiciliar nem a figura do procurador, tutor ou curador.

Nos casos de representação para efeito de recadastramento por procuração, tutela ou curatela, a previsão contratual é de que se realize exclusivamente nas unidades de gestão de pessoas do órgão de vinculação (confira os passos neste link). O Banco Brasil entrou em contato com a família da pensionista para detalhar os termos do convênio e orientá-los sobre como proceder em recadastramentos futuros."
(Fonte: Itatiaia)

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