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Sindicato dos Bancários de Paranaguá

Governo retoma comissão de segurança privada, sem participação de trabalhadores do ramo financeiro

29/09/2023
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Além disso, o Ministério da Justiça edita portaria 18045/23, que desobriga portas giratórias de segurança em agências que não movimentam numerário

O governo federal vai retomar a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), fórum consultivo voltado para o estudo, proposição e aperfeiçoamento de soluções para a segurança bancária, bem como a fiscalização da área. O restabelecimento do colegiado foi publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (26).

Entretanto, a nova versão do CCASP não terá a participação dos representantes dos trabalhadores do ramo financeiro. A comissão será composta por membros da Polícia Federal e de entidades representativas das empresas de vigilância (Fenavist), de transporte de valores (ANSEGTV e Fenavist), dos bancos (Febraban), dos trabalhadores de vigilância (Contrasp) e da Associação Brasileira de Cursos e Aperfeiçoamento de Vigilantes (ABCFAV).

“Consideramos positiva a decisão do governo Lula de retomar a CCASP, mas vemos como um grande defeito a exclusão dos representantes dos trabalhadores bancários na composição do fórum. Este governo e o Ministério da Justiça precisam dar um aspecto democrático ao conselho. Por isso a atual gestão foi eleita. A representação dos trabalhadores não pode estar em desequilíbrio em relação aos representantes patronais, que têm interesses bem diferentes dos trabalhadores de modo geral”, afirma Carlos Damarindo, dirigente sindical.

Portas giratórias
Além da CCASP sem a participação dos representantes dos trabalhadores do ramo financeiro, o Ministério da Justiça editou a portaria 18045/23, que desobriga portas giratórias de segurança em agências que não movimentam numerário. “Nós queremos marcar uma audiência com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para mostrar a importância da revisão desta portaria, pois coloca em risco os trabalhadores dessas agências”, revelou o dirigente. 

Para Damarindo, a portaria é “um absurdo, pois aumenta a insegurança de bancários e clientes e, atualmente, existem novas modalidades de crimes que dispensam numerário. Com esta medida, o governo compactua com os bancos que já estão retirando equipamentos de segurança, em nome do lucro em detrimento das vidas das pessoas. O movimento sindical seguirá protestando por mais segurança nas agências bancárias, porque o dinheiro do banco tem seguro, mas as vidas das pessoas são únicas e não têm preço”. (Fonte: Seeb SP)

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